domingo, 23 de setembro de 2012

Misericórdia em gotas


Jesus disse a Irmã Faustina:
“Filha, quando te aproximas da Santa Confissão, dessa fonte da Minha misericórdia, sempre desce na tua alma o Meu Sangue e a Água que saíram do Meu Coração e enobrecem a tua alma.
Cada vez que te aproximares da Santa Confissão, mergulha toda na Minha misericórdia com grande confiança, para que Ela possa derramar na tua alma a abundância da Minha graça.
Quando te aproximas da Santa Confissão, deves saber que sou Eu mesmo quem espera por ti no confessionário; oculto-Me apenas no sacerdote, mas Eu mesmo atuo na alma.” (Diário n° 1602)


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Solenidade de Corpus Christi

7 de junho
Origem da festa de "Corpus Christi"
Vários motivos haviam conduzido a Sé Apostólica a dar esse novo impulso à piedade eucarística, estendendo a toda a Igreja uma devoção que já se praticava em certas regiões da Bélgica, Alemanha e Polônia. O primeiro deles remonta à época em que Urbano IV, então membro do clero de Liège, na Bélgica, analisou de perto o conteúdo das revelações com as quais o Senhor Se dignara favorecer uma jovem religiosa do mosteiro agostiniano de Mont Cornillon, próximo a essa cidade.
Em 1208, quando contava apenas 16 anos, Juliana fora objeto de uma singular visão: um refulgente disco branco, semelhante à lua cheia, tendo um dos seus lados obscurecido por uma mancha. Após alguns anos de intensa oração, fora-lhe revelado o significado daquela luminosa "lua incompleta": ela simbolizava a Liturgia da Igreja, à qual faltava uma solenidade em louvor ao Santíssimo Sacramento. Santa Juliana de Mont Cornillon fora por Deus escolhida para comunicar ao mundo esse desejo celeste.
Mais de vinte anos se passaram até que a piedosa monja, dominando a repugnância proveniente de sua profunda humildade, se decidisse a cumprir sua missão, relatando a mensagem que recebera. A pedido seu, foram consultados vários teólogos, entre o quais o padre Jacques Pantaléon - futuro Bispo de Verdun e Patriarca de Jerusalém -, e este mostrou- se entusiasta das revelações de Juliana.
Transcorridas algumas décadas, e já após a morte da santa vidente, quis a Divina Providência que ele fosse elevado ao Sólio Pontifício, em 1261, tomando o nome de Urbano IV.

Encontrava-se esse Papa em Orvieto, no verão de 1264, quando chegou a notícia de que, a pouca distância dali, na cidade de Bolsena, durante uma Missa na Igreja de Santa Cristina, o celebrante - que passava por provações quanto à presença real de Cristo na Eucaristia - vira transformar- se em suas próprias mãos a Sagrada Hóstia em um pedaço de carne, que derramava abundante sangue sobre os corporais.
A notícia do milagre espalhou-se rapidamente pela região. Informado de todos os detalhes, o Papa mandou trazer as relíquias para Orvieto, com a reverência e a solenidade devidas. E ele mesmo, acompanhado de numerosos Cardeais e Bispos, saiu ao encontro da procissão formada para conduzi-las à catedral.
Pouco depois, em 11 de agosto do mesmo ano, Urbano IV emitia a bula Transiturus de hoc mundo, pela qual determinava a solene celebração da festa de Corpus Christi em toda a Igreja. Uma afirmação contida no texto do documento deixava entrever ainda um terceiro motivo que contribuíra para a promulgação da mencionada festa no calendário litúrgico: "Ainda que renovemos todos os dias na Missa a memória da instituição desse Sacramento, estimamos todavia, conveniente que seja celebrada mais solenemente pelo menos uma vez ao ano para confundir particularmente os hereges; pois, na Quinta-Feira Santa a Igreja ocupa-se com a reconciliação dos penitentes, a consagração do santo crisma, o lava-pés e muitas outras funções que lhe impedem de voltar-se plenamente à veneração desse mistério".
Assim, a solenidade do Santíssimo Corpo de Cristo nascia também para contrarrestar a perniciosa influência de certas ideias heréticas que se alastravam entre o povo, em detrimento da verdadeira Fé.

Jesus sacramentado, nosso Deus amado!

domingo, 3 de junho de 2012

Solenidade da Santíssima Trindade

3 de junho
Só existe um Deus, mas nEle há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo
  

O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou este mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e d'Ele mesmo como Deus. Logo, não é uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.

Santo Agostinho (†430) dizia que: “O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão” (A Trindade, 15,26,47).

Fonte:  http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11880

sábado, 26 de maio de 2012

Pentecostes

27 de maio
Pentecostes era uma festa de grande alegria e ação de graças para os judeus por celebrar a colheita do trigo. Vinha gente de todas as partes: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Quando também eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada "festa das sete semanas" por ser comemorada sete semanas depois da festa da Páscoa, no quinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "quinquagésimo dia".

No primeiro Pentecostes depois da Morte de Jesus, cinquenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (cf. At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino de Deus.
Quem é o Espírito Santo?

O Prometido por Jesus: "[...] ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai, a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).

Espírito, que procede do Pai e do Filho: "Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, Ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho [...]" (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.


Fonte: http://wiki.cancaonova.com/index.php/Pentecostes

Santo da Semana: Santo Agostinho da Cantuária

Festa: 27 de maio


Santo Agostinho da Cantuária, rogai por nós!

domingo, 6 de maio de 2012

Misericórdia em Gotas

"Agrada-me muito a tua confiança, mas quero que o amor seja mais ardente. O amor puro dá força à alma no momento da agonia." (Jesus à Santa Faustina D. 324)

Santo da Semana: São Leonardo Murialdo

Festa: 06 de maio


São Leonardo Murialdo, rogai por nós!



domingo, 29 de abril de 2012

49° Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Mensagem do Papa Bento XVI para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações:
Amados irmãos e irmãs!
O XLIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a refletir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».
A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4). Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7, 28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.
À vista da obra realizada por Deus na sua providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5). Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31, 3). É a descoberta deste fato que muda, verdadeira e profundamente, a nossa vida.
Numa conhecida página das Confissões, Santo Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual, finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que transforma a existência inteira.
Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava – referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De fato, cada vocação específica nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o «primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).
Em todo o tempo, na origem do chamamento divino está a iniciativa do amor infinito de Deus, que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. «Com efeito – como escrevi na minha primeira Encíclica, Deus caritas est – existe uma múltipla visibilidade de Deus. Na história de amor que a Bíblia nos narra, Ele vem ao nosso encontro, procura conquistar-nos – até à Última Ceia, até ao Coração trespassado na cruz, até às aparições do Ressuscitado e às grandes obras pelas quais Ele, através da ação dos Apóstolos, guiou o caminho da Igreja nascente. Também na sucessiva história da Igreja, o Senhor não esteve ausente: incessantemente vem ao nosso encontro, através de pessoas nas quais Ele Se revela; através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia» (n.º 17).
O amor de Deus permanece para sempre; é fiel a si mesmo, à «promessa que jurou manter por mil gerações» (Sal 105, 8). Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Amados irmãos e irmãs, é a este amor que devemos abrir a nossa vida; cada dia, Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai (cf. Mt 5, 48). Na realidade, a medida alta da vida cristã consiste em amar «como» Deus; trata-se de um amor que, no dom total de si, se manifesta fiel e fecundo. À prioresa do mosteiro de Segóvia, que fizera saber a São João da Cruz a pena que sentia pela dramática situação de suspensão em que ele então se encontrava, este santo responde convidando-a a agir como Deus: «A única coisa que deve pensar é que tudo é predisposto por Deus; e onde não há amor, semeie amor e recolherá amor» (Epistolário, 26).
Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações. E é bebendo nesta fonte durante a oração, através duma familiaridade assídua com a Palavra e os Sacramentos, nomeadamente a Eucaristia, que é possível viver o amor ao próximo, em cujo rosto se aprende a vislumbrar o de Cristo Senhor (cf. Mt 25, 31-46). Para exprimir a ligação indivisível entre estes «dois amores» – o amor a Deus e o amor ao próximo – que brotam da mesma fonte divina e para ela se orientam, o Papa São Gregório Magno usa o exemplo da plantinha: «No terreno do nosso coração, [Deus] plantou primeiro a raiz do amor a Ele e depois, como ramagem, desenvolveu-se o amor fraterno» (Moralia in Job, VII, 24, 28: PL 75, 780D).
Estas duas expressões do único amor divino devem ser vividas, com particular vigor e pureza de coração, por aqueles que decidiram empreender um caminho de discernimento vocacional em ordem ao ministério sacerdotal e à vida consagrada; aquelas constituem o seu elemento qualificante. De fato, o amor a Deus, do qual os presbíteros e os religiosos se tornam imagens visíveis – embora sempre imperfeitas –, é a causa da resposta à vocação de especial consagração ao Senhor através da ordenação presbiteral ou da profissão dos conselhos evangélicos. O vigor da resposta de São Pedro ao divino Mestre – «Tu sabes que Te amo» (Jo 21, 15) – é o segredo duma existência doada e vivida em plenitude e, por isso, repleta de profunda alegria.
A outra expressão concreta do amor – o amor ao próximo, sobretudo às pessoas mais necessitadas e atribuladas – é o impulso decisivo que faz do sacerdote e da pessoa consagrada um gerador de comunhão entre as pessoas e um semeador de esperança. A relação dos consagrados, especialmente do sacerdote, com a comunidade cristã é vital e torna-se parte fundamental também do seu horizonte afetivo. A este propósito, o Santo Cura d’Ars gostava de repetir: «O padre não é padre para si mesmo; é-o para vós» [Le curé d’Ars. Sa pensée – Son cœur ( ed. Foi Vivante - 1966), p. 100].
Venerados Irmãos no episcopado, amados presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, catequistas, agentes pastorais e todos vós que estais empenhados no campo da educação das novas gerações, exorto-vos, com viva solicitude, a uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se os sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração.É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos «sins», respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus.
É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central há de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a vida diária. Mas o «centro vital» de todo o caminho vocacional seja, sobretudo, a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a viver a «medida alta» do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo Reino.
Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Tal dinâmica, que corresponde às exigências do mandamento novo de Jesus, pode encontrar uma expressiva e singular realização nas famílias cristãs, cujo amor é expressão do amor de Cristo, que Se entregou a Si mesmo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 25).
Nas famílias, «comunidades de vida e de amor» (Gaudium et spes, 48), as novas gerações podem fazer uma experiência maravilhosa do amor de oblação. De fato, as famílias são não apenas o lugar privilegiado da formação humana e cristã, mas podem constituir também «o primeiro e o melhor seminário da vocação à vida consagrada pelo Reino de Deus» (Exort. ap. Familiaris consortio, 53), fazendo descobrir, mesmo no âmbito da família, a beleza e a importância do sacerdócio e da vida consagrada. Que os Pastores e todos os fiéis leigos colaborem entre si para que, na Igreja, se multipliquem estas «casas e escolas de comunhão» a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, reflexo harmonioso na terra da vida da Santíssima Trindade.
Com estes votos, concedo de todo o coração a Bênção Apostólica a vós, veneráveis Irmãos no episcopado, aos sacerdotes, aos diáconos, aos religiosos, às religiosas e a todos os fiéis leigos, especialmente aos jovens e às jovens que, de coração dócil, se põem à escuta da voz de Deus, prontos a acolhê-la com uma adesão generosa e fiel.
Vaticano, 18 de Outubro de 2011

Papa Bento XVI
Fonte: CNBB

Santo da Semana: Santa Catarina de Sena

Festa: 29 de Abril


Santa Catarina de Sena, rogai por nós!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Misericórdia em Gotas

A MISERICÓRDIA DIVINA AGE ATÉ O ÚLTIMO INSTANTE DE NOSSA VIDA
"Muitas vezes, faço companhia a almas agonizantes, e peço para elas confiança na misericórdia divina e suplico a Deus aquela grande abundância da graça de Deus que sempre vence. A misericórdia de Deus atinge às vezes o pecador no último instante, de maneira surpreendente e misteriosa. Exteriormente vemos como se tudo estivesse perdido, mas não é assim. A alma, iluminada pelo raio da forte graça de Deus extrema, dirige-se a Deus no último instante com tanta força de amor que imediatamente recebe de Deus [o perdão] das culpas e dos castigos, e exteriormente não nos dá nenhum sinal nem de arrependimento nem de contrição, visto que já não reage a coisas exteriores. Oh! quão inconcebível é a misericórdia de Deus. Mas oh! horror — existem também almas que voluntária e conscientemente afastam essa graça e a desprezam. Embora já em meio à própria agonia, Deus misericordioso dá à alma esse momento de luz interior com que, se a alma quiser, tem a possibilidade de voltar a Deus. Mas, muitas vezes, as almas têm tamanha dureza de coração que conscientemente escolhem o Inferno, anulam todas as orações que as outras almas fazem por elas a Deus, e até os próprios esforços de Deus..." (Diário, 1698).

sábado, 14 de abril de 2012

2º Domingo da Páscoa (15 de Abril): Festa da Divina Misericórdia

Próximo domingo (15 de Abril), o 2° de Páscoa, celebramos a pedido de Jesus a uma religiosa Polonesa, Santa Faustina Kowaslka, a Festa da Misericórdia. Segundo o próprio Jesus: "Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia; a alma que se confessar e comungar alcançará o perdão total das culpas e castigos; nesse dia estão abertas todas as comportas Divinas, pelas quais fluem as graças;

"Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate. A minha misericórdia é tão grande que por toda a eternidade não a aprofundará nenhuma mente, nem humana, nem angélica. Tudo que existe saiu das entranhas da minha misericórdia" (Diário, 699).
PARTICIPE NA PARÓQUIA MAIS PRÒXIMA A VOCÊ.
Jesus, eu confio me Vós!

Santo da Semana: Santa Inês de Montepulciano

Festa:  20 de Abril

Santa Inês de Montepulciano, rogai por nós!

domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa do Senhor

Jesus derrotou a morte; o sepulcro está vazio. 
A alegria espalha-se pelos corações em festa. 
Em Jesus, o Ressuscitado, a todos nós homens e mulheres, recebemos a Vida em plenitude. 
Desejo a você alegria e paz nesta Páscoa.
Celebremos juntos a ressureição, conquistada por Aquele que nos amou até a morte na cruz.
SANTA E FELIZ PÁSCOA!

Santo da Semana: Santa Madalena de Canossa

Festa: 10 de Abril
 
Santa Madalena de Canossa, rogai por nós!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Tríduo Pascal

Breve explicação sobre o Tríduo Pascal
  Até o fim do século III a páscoa foi a única festa anual da Igreja, O desenvolvimento da celebração anual da páscoa acontece a partir da Vigília pascal, que celebra a morte e a ressurreição, ou melhor, a passagem da morte para a vida de ressurreição.

  O Tríduo pascal é a realidade da Páscoa do Senhor, celebrada solenemente em três grandes dias especiais: a sexta-feira santa, sábado santo e Domingo de Páscoa; Porém vale entender algo importante, o tríduo em si, começa na quinta à noite (liturgicamente já são as I vésperas da sexta), e segue até o sábado à noite na vigília do domingo ( que liturgicamente já são as I Vésperas do domingo). Diremos assim que as três grandes celebrações do Tríduo são a Missa do Lava-pés,  a Celebração da morte do Senhor e a Solene Vigília Pascal.

Cada dia do Tríduo lembra o outro, abre-se sobre o outro, assim como a idéia da ressurreição supõe a da morte. Todo o Tríduo pascal converge para a celebração da vigília na noite santa do sábado. O Tríduo pascal da paixão e da ressurreição do Senhor, inicia-se com a Missa na Ceia do Senhor, tem seu ponto alto na Vigília Pascal e termina com as vésperas do Domingo de Ressurreição.

   Não podemos entrar no espírito das celebrações destes dias, no mistério profundo da Páscoa, se nos atemos somente a aspectos parciais das celebrações, dados históricos e, até mesmo ao aspecto devocional por cada um dos momentos da vida do Senhor. Para entrar no verdadeiro mistério da Páscoa, necessitamos unicamente da graça do Espírito Santo, que nos fará colher em nossos corações a unidade e a totalidade deste mistério.

A MISSA DO LAVA-PÉS E DA SANTA CEIA


     A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no mistério da Paixão de Cristo, já que quem deseja segui-lo deve sentar-se à sua mesa e, com o máximo recolhimento, ser espectador de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-lo.

     E por outro lado, o mesmo Senhor Jesus nos dá um testemunho idôneo da vocação ao serviço do mundo e da Igreja que temos todos os fiéis quando decide lavar os pés dos seus discípulos.

     Neste sentido, o Evangelho de São João apresenta a Jesus 'sabendo que o Pai pôs tudo em suas mãos, que vinha de Deus e a Deus retornava', mas que, ante cada homem, sente tal amor que, igual como fez com os discípulos, se ajoelha e lava os seus pés, como gesto inquietante de uma acolhida inalcançável.

     São Paulo completa a representação lembrando a todas as comunidades cristãs o que ele mesmo recebeu: que aquela memorável noite a entrega de Cristo chegou a fazer-se sacramento permanente em um pão e em um vinho que convertem em alimento seu Corpo e seu Sangue para todos os que queiram recordá-lo e esperar sua vinda no final dos tempos, ficando assim instituída a Eucaristia.

     A Santa Missa é então a celebração da Ceia do Senhor na qual Jesus, um dia como hoje, na véspera da sua paixão, "enquanto ceava com seus discípulos tomou pão..." (Mt 26, 26).

     Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e se recordassem dEle abençoando o pão e o vinho: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).

     Antes de ser entregue, Cristo se entrega como alimento. Entretanto, nesta Ceia, o Senhor Jesus celebra sua morte: o que fez, o fez como anúncio profético e oferecimento antecipado e real da sua morte antes da sua Paixão. Por isso "quando comemos deste pão y bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que ele volte" (1Cor 11, 26).

     Assim podemos afirmar que a Eucaristia é o memorial não tanto da Última Ceia, e sim da Morte de Cristo que é Senhor, e "Senhor da Morte", isto é, o Ressuscitado cujo regresso esperamos de acordo com a promessa que Ele mesmo fez ao despedir-se: "Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis" (Jo 16, 16).

     Como diz o prefácio deste dia: "Cristo verdadeiro e único sacerdote, se ofereceu como vítima de salvação e nos mandou perpetuar esta oferenda em sua comemoração". Porém esta Eucaristia deve ser celebrada com características próprias: como Missa "na Ceia do Senhor".

     Nesta Missa, de maneira diferente de todas as demais Eucaristias, não celebramos "diretamente" nem a morte nem a ressurreição de Cristo. Não nos adiantamos à Sexta-feira Santa nem à noite de Páscoa.

     Hoje celebramos a alegria de saber que esta morte do Senhor, que não terminou no fracasso mas no êxito, teve um por quê e um para quê: foi uma "entrega", um "dar-se", foi "por algo"ou melhor dizendo, "por alguém" e nada menos que por "nós e por nossa salvação" (Credo). "Ninguém a tira de mim, (Jesus se refere à sua vida) mas eu a dou livremente. Tenho poder de entregá-la e poder de retomá-la." (Jo 10, 18), e hoje nos diz que foi para "remissão dos pecados" (Mt 26, 28c).

     Por isso esta Eucaristia deve ser celebrada o mais solenemente possível, porém, nos cantos, na mensagem, nos símbolos, não deve ser nem tão festiva nem tão jubilosamente explosiva como a Noite de Páscoa, noite em que celebramos o desfecho glorioso desta entrega, sem a qual tivesse sido inútil; tivesse sido apenas a entrega de alguém mais que morre pelos pobres e não os liberta. Porém não está repleta da solene e contrita tristeza da Sexta-feira Santa, porque o que nos interessa "sublinhar" neste momento, é que "o Pai entregou o Seu Filho para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"(Jo 3, 16) e que o Filho entregou-se voluntariamente a nós apesar de que fosse através da morte em uma cruz ignominiosa.

     Hoje há alegria e a Igreja rompe a austeridade quaresmal cantando o "glória": é a alegria de quem se sabe amado por Deus; porém ao mesmo tempo é sóbria e dolorida, porque conhecemos o preço que Cristo pagou por nós.

     Poderíamos dizer que a alegria é por nós e a dor por Ele. Entretanto predomina o gozo porque no amor nunca podemos falar estritamente de tristeza, porque aquele que dá e se entrega com amor e por amor, o faz com alegria e para dar alegria.

     Podemos dizer que hoje celebramos com a liturgia (1a. Leitura) a Páscoa. Porém a da Noite do Êxodo (Ex 12) e não a da chegada à Terra Prometida (Js 5, 10-ss).

     Hoje inicia a festa da "crise pascal", isto é, da luta entre a morte e a vida, já que a vida nunca foi absorvida pela morte mas sim combatida por ela.

     A noite do sábado de Glória é o canto à vitória, porém, tingida de sangue, e hoje é o hino à luta, mas de quem vence, porque sua arma é o amor.

   Nesta missa, celebramos de modo especial a santa ceia de Cristo, ocorrida logo antes de sua agonia e prisão. Nesta ceia foi instituída da Eucaristia, do novo Sacerdócio de Cristo e do Novo Mandamento "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".

É bem tradicional que durante o glória, que hoje voltou a ser cantado, após toda a quaresma, se tocam os sinos existentes na Igreja. Após o Evangelho, e seguindo o que foi proclamado ali, ocorre a cena do lava-pés, aqui o   sacerdote a exemplo de Cristo lava os pés de suas ovelhas, em atitude de serviço e amor.

Seguindo os ritos de modo solene, já não se tocará mais os sinos. E a presença do Santíssimo Sacramento que ocorre durante a consagração das espécies passa a ser acompanhada de matraca.

As reservas eucarísticas ao final do rito de comunhão são guardados para a celebração da sexta-feira, quando não ocorrerá missa, e em vez de se despedir o povo no final, os fiéis seguem com o sacerdote em procissão até a capela onde serão guardados o Santíssimo Sacramento. Os fiéis permanecerão, revezando-se, até meia noite em adoração ao santíssimo, velando pelo Senhor que nesta noite sofria extrema agonia. Em algumas igrejas esta adoração é realizada até o outro dia pela manhã, embora não seja o mais adequado.

Na noite deste dia não se deve haver festas ou celebrações festivas. Mas clima de piedade e recolhimento.

Vamos entrar um pouco no sentido do que falamos:
Como já dissemos, o Tríduo Pascal inicia-se com a missa IN CENA DOMINI (na Ceia do Senhor), esta celebração faz memória da ultima ceia, onde Jesus institui a Eucaristia, o sacerdócio e nos da um novo mandamento: o Amor. Este dia apresenta-nos o momento sacramental do mistério, ou seja, por ele a presença do Senhor acontece e se perpetua através dos tempos. Tudo o que vamos viver nos dias do tríduo a Quinta Santa, nos transmite em sua dimensão ritual. A Instrução Geral do Missal Romano diz: “Na ultima ceia, Cristo instituiu o sacrifício e o banquete Pascal, por meio do qual se tornou continuamente presente na Igreja, no momento em que o Sacerdote, age na pessoa de Cristo, realiza aquilo que o próprio Senhor fez e confiou pra que aos seus discípulos, para que o fizessem em sua memória.

  A Liturgia da Palavra deste dia nos apresenta leituras que nos falam do rito pascal do Antigo e do Novo Testamento, tendo no centro a ceia celebrada por Jesus com os apóstolos, que funciona como dobradiça entre a páscoa ritual hebraica e a cristã. Nesse contexto acontece o rito do lavapés, que nos ajuda a compreender melhor o grande e fundamental mandamento da caridade fraterna.

  As orações deste dia sublinham o caráter nupcial e sacrifical do banquete da Eucaristia; o seu memorial do sacrifício do Senhor e pede para que possamos atingir a plenitude da caridade. Toda esta celebração deve ser calcada num tom de alegria, pois, o Senhor estava alegre: “Desejei ardentemente comer com vocês esta ceia pascal, antes de sofrer” (Cf. Lc 22, 15).

  Ao terminar a missa as sagradas espécies são recolhidas e conduzidas solenemente para um lugar preparado, a fim de serem adoradas e conservadas para a comunhão na Sexta-feira Santa. Esta noite é consagrada a lembrança da Eucaristia, a Igreja, com sinal da adoração quer sublinhar esse aspecto derivado e dependente da missa: a presença do Senhor nas espécies eucarísticas. A adoração termina antes da meia-noite, para respeitar o significado da celebração própria destes dias. Nesta hora, substitui-se a lembrança da Eucaristia pela recordação da traição, prisão, da paixão e da morte de Cristo.

 A SEXTA-FEIRA SANTA, “PAIXÃO DO SENHOR”.

  Quando falamos de Sexta-feira Santa, o que vem a nossa mente? Sofrimento, dor, tristeza, luto... A sexta feira da “Paixão do Senhor”, não deve ser considerada como um dia de pranto, mas de amorosa contemplação do sacrifício cruento de Jesus, fonte da nossa salvação. Neste dia, a Igreja não faz nenhum funeral, mas celebra a morte vitoriosa do Senhor.

  Segundo antiqüíssima tradição da igreja, neste dia a Igreja não celebra a Eucaristia; o alimento fundamental e universal da liturgia deste dia é a liturgia da Palavra. O ato litúrgico deve ser celebrado às três horas da tarde, a hora da morte de Jesus.

  Antes de mergulharmos no rito vamos mergulhar um pouco na espiritualidade deste dia. Hoje celebramos o Filho de Deus “que toma sobre si as nossas dores” . O Abaixamento do Senhor até a Morte e morte de cruz, Deus se fez homem e sofre, levando sobre si o nosso pecado. Neste dia é comum celebrar em nossa Comunidade, a Via Sacra e através da meditação podemos perceber o caminho que Jesus tomou. Quando contemplamos que o Senhor cai no caminho da cruz, meditamos que ele se abaixa até nos e nos ergue em nossas quedas. A cruz de Jesus é para nós neste dia, o sinal da nossa salvação. Não haverá a ressurreição se antes não se passar pela cruz, que o Senhor nos convida a tomar para segui-Lo (Cf. Mc 8,34).

  O Rito da Sexta-feira Santa é composto de três partes:

Liturgia da Palavra – Adoração da Cruz – Comunhão

LITURGIA DA PALAVRA 

  Esta primeira parte do rito conserva uma antiqüíssima forma de se ouvir e meditar a palavra. Depois da prostração e de uma breve oração, procede-se imediatamente às leituras. É muito importante que seja conservado o silencio sagrado, a fim de que tudo possa convergir para a palavra.

  Após breve homilia, tem inicio a solene oração dos fieis, para as intenções da Igreja e do mundo. A Igreja que tem como chefe Cristo, sumo e único sacerdote, em nome e por meio do seu chefe, apresenta ao Pai, as suas grandes intenções. Neste momento toda a família da Igreja é levada aos pés da Cruz, na qual Cristo morre por todos. A assembléia iluminada pela palavra de Deus, abre-se a caridade, orando: 1) pela santa Igreja; 2) pelo papa; 3) por todas as ordens sacras e por todos os fieis; 4) pelos catecúmenos; 5) pela unidade dos cristãos; 6) pelos judeus; 7) pelos não cristãos; 8) por aqueles que não crêem em Deus; 9) pelos governantes; 10) pelos atribulados. A oração dos fieis conclui a Liturgia da Palavra.

A ADORAÇÃO DA CRUZ  

  Neste momento iniciaria a liturgia eucarística, mas na Sexta-feira a Igreja não celebra a ceia do Senhor, pois, está concentrada no seu sacrifício cruento por este motivo fazemos a adoração da cruz. O Rito nasce como conseqüente ao ato da proclamação da paixão de Cristo. A Igreja ergue o sinal da vitória do Senhor, como que para concretizar a palavra que diz: “quando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim” (Cf. Jo 112, 32). Neste dia a Igreja faz um hino de louvor e glorificação a Cruz. A liturgia deste momento já celebra Jesus Cristo vencedor da morte. A Igreja concede indulgências àqueles que neste dia honrarem a cruz exposta nas Igrejas com o ósculo santo . 

A COMUNHÃO 

  São trazidas para o altar, as espécies eucarísticas, o Celebrante convida a todos para a oração do Pai Nosso e após a mesma distribui a comunhão (lembremos que as partículas foram consagradas no dia anterior). O solene ato litúrgico, acaba com uma oração e uma bênção sobre o povo.

O JEJUM PASCAL

  Como sinal exterior de participação no sacrifício pascal de Cristo, “para que a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal” (Cf. II Cor 4,11), e como sinal de que “chegaram os dias em que o noivo foi retirado” (Cf. Lc 5, 33ss), a Sexta-feira Santa é dia de Jejum. O Jejum Pascal não é um elemento secundário, mas uma parte integrante do Tríduo.

O SÁBADO SANTO

  O Missal romano apresenta o sábado da seguinte maneira: neste dia, “a Igreja fica parada junto ao sepulcro do Senhor, meditando a sua paixão e morte, abstendo-se da celebração da Eucaristia (A mesa fica sem ornamentos) até a vigília ou expectativa noturna da ressurreição. Neste dia a Igreja convida os fieis ao silencio e a meditação. O mistério de Cristo no sepulcro, torna-se convite para meditar no mistério de Cristo escondido no mistério do Pai. Vamos neste dia estar junto com as mulheres as portas do sepulcro (Cf. Mt 27,61). Todo fiel é chamado a contemplação, nutrindo no coração a esperança. Este sábado é um convite para “retirar-se para o deserto” afim de escutar o Senhor por meio da oração silenciosa.

  Hoje o olhar da igreja se volta para a Virgem Maria, com ela a alegria de viver e a coragem de esperar são reencontradas.

A ESPIRITUALIDADE DA VIGÍLIA PASCAL E DO DOMINGO DA RESSURREIÇÃO

“Esta é a noite em que Jesus rompeu o inferno, ao ressurgir da morte vencedor”.Preconio pascal

  Lancemos um olhar sobre a noite do Sábado Santo. No Credo professamos a respeito do caminho de Cristo: “desceu a mansão dos mortos”.  Não conhecemos o mundo da morte e podemos representá-lo com imagens que são insuficientes. Mesmo assim elas nos ajudam a entender algo do mistério.

     A liturgia aplica a decida de Jesus na noite da morte as palavras do Salmo 24 (23): “Levantai, ó portas, os vossos dintéis, levantai-vos ó pórticos eternos!” A porta da morte está fechada e ninguém pode voltar dali para trás. Para esta porta não há chave. Cristo, porem, possui a chave, a sua Cruz abre de par em par as portas da morte. Elas agora já não são intransponíveis. A sua Cruz, a radicalidade do seu amor é a chave que abre esta porta.

      O amor de um Deus que se fez homem, pobre e vulnerável para poder morrer, só este amor tem a força para abrir esta porta e transpor todas as outras assim como fez o Ressuscitado quando apareceu aos discípulos (Jo 20, 19ss). Este amor é mais forte do que a morte e nada pode apagá-lo. Ele pode tudo mudar, mesmo as situações de morte, pode fazer passar da Morte para a Vida; do Homem Velho com seus vícios e pecados, para o Homem Novo que confia em Deus e faz dele o seu Senhor.

 Os ícones pascais podem nos ajudar a entender melhor o que acontece nesta noite: Cristo entra no mundo dos mortos cheio de luz, porque Deus é luz. Ele traz consigo suas chagas gloriosas, aquelas que antes o desfiguraram e o deixaram até mesmo sem aspecto humano 8, são agora poder de Deus, o Amor que vence a Morte.

     Ele encontra Adão e todos os outros que esperam na noite da morte. Na sua encarnação o Filho de Deus se tornou uma só coisa com o ser Humano, Adão9, porem só neste momento se cumpre o extremo ato de amor, descendo na noite da morte, Ele cumpre o caminho da encarnação. É pela sua morte, que Ele toma Adão, caído pelo peso do pecado, pela mão e leva todos os homens em expectativa para a luz. Jesus aqui restabelece a união do homem com Deus10. Também nós nesta noite saímos de nossas mortes pessoais, tomados pela mão de Jesus, somos ressuscitados com Ele.

 Poucas celebrações litúrgicas são tão ricas de conteúdo e de simbolismo como a vigília Pascal, ela é o coração de todo o ano litúrgico e dela se irradiam todas as outras celebrações, nesta noite Santa a Igreja celebra de modo sacramental mais pleno, a obra da redenção e da perfeita glorificação de Deus e de seu Filho Jesus Cristo, tornado para nós um novo Adão, ao pagar nossa culpa se entregando a Morte e morte de Cruz.

 Para compreendermos melhor o significado e valor desta Vigília, devemos mergulhar na antiqüíssima tradição da igreja que nos recorda: “Esta é a noite de vigília em honra do Senhor (Ex 12,42). Nesta noite os fieis trazem consigo suas lâmpadas acesas assemelhando-se àqueles que esperam o Senhor no seu retorno, de maneira que quando Ele chegar os encontre ainda vigilantes e os faça sentar á sua mesa (Lc 12,35ss).

  A Solene Vigília Pascal, tem origem na primeira páscoa, a noite em que do Egito o Senhor retirou os filhos de Israel, transpondo o mar vermelho a pé enxuto rumo, à terra onde corre leite e mel. Durante esta vigília os israelitas celebrando o rito pascal, faziam memória da salvação realizada por Deus nos eventos do êxodo. “Este dia será para vocês um memorial, pois nele celebrarão uma festa para o Senhor; vocês celebrarão como um rito permanente de geração em geração” (Cf Ex 12,14). Esta celebração tinha o caráter de memória-presença-expectativa. Os hebreus esperavam o cumprimento das promessas de Deus de tirá-los da terra estrangeira, levá-los à terra prometida e enviar o messias.

     Na páscoa Cristã, a estrutura teológica da vigília pascal (memória-presença-expectativa) não muda, mas se enriquece com a realidade que é Cristo, o Ressuscitado que passou pela Cruz.

     A celebração cristã, é enriquecida pela certeza de que vivemos a páscoa junto com o Senhor, que nos ensina que para chegar à  ressurreição da vigília, deve-se antes passar pela morte da Sexta-feira Santa, ou seja, não há vida nova e ressuscitada sem a Cruz que o Ressuscitado nos apresenta como a chave para todas as portas e, a cura para todos os nossos males, a manifestação mais plena do poder de Deus e do Seu Amor.

 Diz o precônio pascal: “Esta é a noite em que Jesus rompeu o inferno, ao ressurgir da morte vencedor.” De fato esta é a grande noite, nela somos feitos livres de todo o pecado que nos trouxe a morte, graças a um tão grande Redentor, que em si mesmo destruiu o pecado e rompeu o inferno. Nesta noite a coluna luminosa dissipa toda a treva e, congrega um povo novo, fruto da obra do Ressuscitado que passou pela Cruz. Por isso Santo Agostinho já dizia: “esta é a mãe de todas as vigílias!”

 Como já dissemos antes, a celebração desta vigília é repleta de símbolos que necessitam ser compreendidos se queremos celebrar bem esta noite Santa. É exatamente isso que iremos discorrer nesta segunda parte.

DESENVOLVIMENTO DA VIGÍLIA PASCAL:

     Toda a celebração da Vigília Pascal desenvolve-se a noite, esta deve começar pouco depois do inicio da noite e terminar antes do nascer do sol. Desde o inicio, a Igreja celebra a Páscoa anual, solenidade das solenidades com uma vigília noturna.

     A ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa Fé, por meio do Batismo e da Crisma, fomos inseridos no mistério pascal de Cristo. A celebração do mistério desenvolve-se do seguinte modo: após o “lucernário11” e o “precônio12” (I parte da vigília), a Santa Igreja medita “as maravilhas” que o Senhor fez para o seu povo desde o inicio (II parte ou liturgia da palavra), até o momento em que com seus membros13 regenerados no batismo (III parte da vigília), é convidada à mesa que o Senhor preparou para o seu povo, memorial de sua morte e ressurreição, em expectativa para sua vinda gloriosa (IV parte da vigília). Este esquema não pode ser alterado.

I Parte – Solene Inicio da Vigília ou Lucernário

     A primeira parte da vigília celebra a luz, Cristo, de um modo particular com a sua ressurreição é a luz do mundo (Jo 1, 9). Cada um de nós que tomamos parte nos sacramentos somos constituídos “luz do Senhor” (Ef 5,8). Este rito inicial compreende: a bênção do fogo, preparação do círio, procissão e anuncio pascal.

     Antes de benzer o fogo o sacerdote saúda o povo, explicando brevemente o significado da vigília: se trata de reviver a páscoa do Senhor, na escuta da palavra e na participação aos sacramentos: e Cristo Ressuscitado confirmará a esperança de participar em sua vitória e de viver em Deus com Ele.

     Após esta admoestação o sacerdote benze o fogo novo, esta bênção significa o desejo de que as festas pascais ascendam em nós o desejo do céu, renovem o nosso espírito e nos guiem para a vida eterna. O círio pascal é aceso14. Depois de aceso o círio é conduzido solenemente até o altar, por um diácono ou pelo sacerdote celebrante, seguido em procissão pelo povo. Até este momento o templo deve permanecer escuro, apenas a luz do círio deve brilhar em meio as trevas, assim como Cristo Ressuscitado brilha.

     Nesta luz são acesas as velas do povo, enquanto se canta três vezes sucessivas: “Eis a luz e Cristo.”e o povo responde: “Demos graças a Deus”. O círio é colocado perto do ambão e o diácono então proclama solenemente a páscoa com o precônio pascal, com esta oração de ação de graças é proclamada a Páscoa, nela louvamos a Deus pela Ressurreição do Seu Filho e pela vida nova que Ele nos concedeu, lembrando de todos os feitos realizados por Ele desde o êxodo do Egito até os dias atuais.

II Parte – Liturgia da Palavra

     Depois da bênção do fogo, a Igreja medita nas maravilhas que Deus realizou em favor de seu povo confiando em sua palavra e suas promessas. Nesta noite, cumprem-se em Jesus Cristo morto e Ressuscitado as grandes obras de Deus, anunciadas no Antigo testamento.

     O símbolo do círio dá lugar à realidade de Cristo, presente em sua palavra. A Igreja, começando por Moises e todos os profetas, interpreta o mistério pascal de Cristo. Para esta celebração são propostas nove leituras (sete do Antigo Testamento e duas do novo, sendo uma das Cartas de São Paulo e outra do Evangelho). Terminadas as leituras do Antigo Testamento, canta-se solenemente o Gloria e pronuncia-se a oração coleta15. Após esta oração lêem-se as leituras do Novo testamento, em sinal da passagem do Velho para o Novo, da Morte a Vida em Jesus Cristo.

     Neste dia voltamos a cantar o Aleluia, que é entoado solenemente pelo sacerdote presidente. Após a proclamação do Evangelho, o presidente da celebração faz a homilia.

III Parte – Liturgia Batismal

     Segundo uma antiqüíssima tradição, nesta noite os catecúmenos16 recebiam após uma intensa preparação o Sacramento do Batismo e eram de fato admitidos a fé da Igreja. O batismo nos torna um com Cristo, nos insere em seu corpo, pela graça deste sacramento somos sepultados e ressuscitamos com o Senhor.

     O rito desenvolve-se da seguinte forma: canto da ladainha de todos os santos (onde se pede a intervenção do céu e se lembra a comunhão dos santos que estamos inseridos pela graça batismal), bênção da água batismal (a água nos lembra a morte para o pecado e a vida nova em Cristo). Apos esta bênção, administra-se o Batismo e a assembléia renova as suas promessas batismais, depois todo o povo é aspergido com água para lembrar o batismo que todos receberam.

IV Parte – Liturgia Eucarística

     Este é o ápice da vigília, é de maneira plena o sacrifício da Páscoa, isto é, memorial do sacrifício da cruz e da presença do Ressuscitado, plenitude da iniciação cristã e antecipação da páscoa eterna.

     A Eucaristia é de fato o Sacramento do Ressuscitado, por ela o Senhor realiza a sua promessa de estar sempre conosco ate o fim. Pela Eucaristia rendemos a ação  graças e o sacrifício perfeito: pão da vida eterna e cálice da bênção: Jesus Cristo o Filho de Deus vivo, Ressuscitado que passou pela Cruz.

As missas que se seguem neste dia

  Com o Domingo inicia-se o Tempo Pascal, a liturgia deste dia celebra o evento da páscoa, como o “dia de Cristo Senhor”. As leituras bíblicas no decorrer deste dia solene contem o kerygma pascal e um chamado para que nos empenhemos em viver uma vida nova em Cristo. Todas as celebrações  apresentam Cristo como o verdadeiro motivo da ação de graças da igreja neste tempo de salvação. Na sua ressurreição, Cristo comunica ao mundo o seu Espírito de vida, que muda a vida do homem e, o liberta de suas escravidões e resgata o homem do pecado. Como diz o Salmo 118: “Este é o dia que o Senhor fez para nós”. Dia em que tudo é em Jesus Cristo, recriado. É o dia de nossa vida nova, onde podemos experimentar a alegria de Madalena e dizer: “Vi Cristo Ressuscitado, o túmulo abandonado, os anjos da cor do Sol, dobrado no chão o lençol” .

  A missa deste dia ocorre de forma mais solene, porem como de costume, ou seja, não são introduzidos ritos alem dos que já existem.

     O Domingo, primeiro dia da criação agora toma uma conotação maior, neste dia onde tudo é recriado pelo poder ressuscitador do Espírito de Deus, nós também o somos, assim o domingo se torna o Dia do Senhor. Este dia é o sol da semana o grande dia que celebramos a Páscoa do Senhor, que agora saiu do sepulcro e está no meio de nós, vivo.

     A morte, a dor, as guerras, o pecado não tem mais a ultima palavra apesar do mundo estar cheio disso tudo, há uma vitória que é maior que tudo isto, está acima de tudo, esta acima do céu, está no meio da terra, está nos nossos corações.

Fonte:  http://www.comshalom.org/formacao

quarta-feira, 4 de abril de 2012

NOVENA A DIVINA MISERICÓRDIA

A Novena em honra a Divina MIsericórdia em preparação para a Festa dia 15 de abril, começa na sexta-feira santa, o texto se encontra nos links acima. É um pedido do próprio Jesus a Sta. Faustina: "Em cada dia da novena, conduzirás ao Meu coração um grupo diferente de almas, e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai... Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás a meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas."


Jesus, eu confio em vós!

sábado, 31 de março de 2012

01 de Abril: Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das Palmas e da paixão, da entrada de Jesus em Jerusalém e a liturgia da palavra que evoca a Paixão do Senhor no Evangelho de São Lucas.

Neste dia, entrecruzam as duas tradições litúrgicas que deram origem a esta celebração: a alegre, grandiosa , festiva litrugia da Igreja mãe da cidade santa, que se converte em mímesis, imitação do que Jesus fez em Jerusalém, e a austera memória - anamnese - da paixão que marcava a liturgia de Roma. Liturgia de Jerusalém e de Roma, juntas em nossa celebração. Com uma evocação que não pode deixar de ser atualizada.

Vamos com o pensamento a Jesuralém, subimos ao Monte das Oliveiras para recalar na capela de Betfagé, que nos lembra o gesto de Jesus, gesto profético, que entra como Rei pacífico, Messías aclamado primeiro e depois condenado, para cumprir em tudo as profecias.

Por um momento as pessoas reviveram a esperança de ter já consigo, de forma aberta e sem subterfúgios aquele que vinha em nome do Senhor. Ao menos assim o entenderam os mais simples, os discípulos e as pessoas que acompanharam ao Senhor Jesus, como um Rei.

São Lucas não falava de oliveiras nem de palmas, mas de pessoas que iam acarpetando o caminho com suas roupas, como se recebe a um Rei, gente que gritava: "Bendito o que vem como Rei em nome do Senhor. Paz no céu e glória nas alturas".

Palavras com uma estranha evocação das mesmas que anunciaram o nascimento do Senhor em Belém aos mais humildes. Jerusalém, desde o século IV, no esplendor de sua vida litúrgica celebrada neste momento com uma numerosa procissão. E isto agradou tanto aos peregrinos que o oriente deixou marcada nesta procissão de ramos como umas das mais belas celebrações da Semana Santa.

Com a litiurgia de Roma, ao contrário, entramos na Paixão e antecipamos a proclamação do mistério, com um grande contraste entre o caminho triunfante do Cristo do Domingo de Ramos e o "via crucis" dos dias santos.

Entretanto, são as últimas palavras de Jesus no madeiro a nova semente que deve empurrar o remo evangelizador da Igreja no mundo.

"Pai, em tuas mão eu entrego o meu espírito". Este é o evangelho, esta a nova notícia, o conteúdo da nova evangelização. Desde um paradoxo este mundo que parece tão autônomo, necessita que lhe seja anunciado o mistério da debilidade de nosso Deus em que se demonstra o cume de seu amor. Como o anunciaram os primeiros cristãos com estas narrações longas e detalhistas da paixão de Jesus.

Era o anúncio do amor de um Deus que desce conosco até o abismo do que não tem sentido, do pecado e da morte, do absurdo grito de Jesus em seu abandono e em sua confiança extrema. Era um anúncio ao mundo pagão tanto mais realista quanto mais com ele se poderia medir a força de sua Ressurreição.

A liturgia das palmas antecipa neste domingo, chamado de páscoa florida, o triunfo da ressurreição, enquanto que a leitura da Paixão nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo o Senhor.

É nesta data que a Igreja realiza a Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em que todas as doações financeiras realizadas pelos fiéis farão parte dos Fundos Nacional e Diocesanos de Solidariedade.
Voltado para o apoio a projetos sociais, os fundos são compostos da seguinte maneira: 60% do total da coleta permanecem na diocese de origem e compõe o Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% são destinados para o Fundo Nacional de Solidariedade. O resultado integral da coleta da Campanha da Fraternidade de todas as celebrações do Domingo de Ramos será encaminhado à respectiva diocese.

Em 2012, com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, a Campanha da Fraternidade (CF) reflete junto aos seus fiéis temas como a atual situação do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o texto base da CF 2012, dados do IBGE mostram que enquanto os mais ricos usam a maior parte de seu orçamento com saúde no pagamento de planos privados, os mais pobres têm os remédios como item de maior consumo de seus gastos com saúde.
Participe da Coleta Nacional da Solidariedade e contribua para a promoção e o apoio a projetos sociais de todo país.

Santo da Semana: São Francisco de Paula


Festa: 02 de Abril


 
São Francisco de Paulo, rogai por nós!

terça-feira, 20 de março de 2012

Misericórdia em Gotas

"O silêncio é como uma espada na luta espiritual; a alma tagarela nunca atingirá a santidade.[...] A alma recolhida é capaz da mais profunda união com Deus, ela vive quase sempre sob a inspiração do Espirito Santo. Deus opera sem obstáculo na alma silenciosa.”

(Diário, nº477)

Santo da Semana: Santa Catarina da Suécia

Festa: 24 de março

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Misericórdia em Gotas

"Procede como um mendigo, que, quando recebe uma esmola maior, não a recusa, mas antes a agradece efusivamente; também tu, se te concedo graças maiores, não te escuses dizendo que és  indigna delas." (Jesus à Sta. Faustina D. 294)

Santo da Semana: São Clemente Maria Hofbauer

Festa: 15 de Março
 
São Clemente Hofbaur, rogai por nós!

domingo, 4 de março de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012: "Que a saúde se difunda sobre a Terra."

Iniciamos a Quaresma dia 22 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, quarenta dias de preparação para a Páscoa do Senhor, e para melhor vivenciarmos esses dias, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nos propõe a Campanha da Fraternidade, como meio de praticarmos a Caridade concretamente.
Neste ano, o tema escolhido foi "Fraternidade e Saúde Pública", e o lema "Que a saúde se difunda sobre a Terra" (Eclo 38,8); que nos chama a atenção para o caos na saúde em nosso país.
O Texto Base comenta em seu número 184: “Jesus não tem só poder de curar, mas também de perdoar pecados: ele veio curar o homem inteiro, alma e corpo; é o médico de que necessitamos doentes. Sua
compaixão para com todos aqueles que sofrem é tão grande que ele se identifica com eles: “estive doente e me visitaste”(Mt 25,36). Seu amor de predileção pelos enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de despertar a atenção toda especial dos cristãos para com todos os que sofrem no corpo e na alma. Esse amor está naorigem dos incansáveis esforços para aliviá-los”.
Tomemos apartir deste apelo de Deus por meio desta Campanha da Fraternidade, as atitudes de Jesus, e façamos algo que faça valer a favor dos irmãos e irmãos que sofrem vítimas de tantas doenças, não só corparais, mas também  espirituais, já que Deus deseja a saúde integral de todos nós.

Santo da Semana: São Gabriel de Nossa Senhora das Dores

Festa: 27 de fevereiro

São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quarta-feira de Cinzas:

A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ou quarenta e seis dias contando os domingos. Seu posicionamento no calendário varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.
Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimónia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.
Uma Santa quaresma a todos!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mensagem do papa para o Dia Mundial do Enfermo 2012

Queridos irmãos e irmãs,
Por ocasião do Dia Mundial do enfermo, que celebraremos no próximo dia 11 de fevereiro de 2012, memória da beata Virgem de Lourdes, desejo renovar a minha proximidade espiritual a todos os enfermos que se encontram nos locais de reabilitação e são acolhidos nas famílias, exprimindo a cada um a solicitude e afeto de toda a Igreja. Na colhida generosa e amorosa de toda vida humana, sobretudo daquela fraca e e doente, o cristão exprime um aspecto importante do próprio testemunho evangélico, sob o exemplo de Cristo, que inclinou-se sobre os sofrimentos materiais e espirituais do homem para curá-lo.

Neste ano, que constitui a preparação mais próxima do solene Dia Mundial do enfermo que se celebrará na Alemanha no dia 11 de fevereiro de 2013 e que se deterá sobre a emblemática figura evangélica do samaritano (Lc 10, 29-37), gostaria de destacar os Sacramentos da Cura, isto é, o sacramentos da penitência e da reconciliação e da unção dos enfermos, que possuem seus naturais cumprimentos na comunhão eucarística.

O encontro de Jesus com os dez leprosos, narrado no Evangelho de São Lucas (Lc 17, 11-19), em particular as palavras que o Senhor dirige a um deles: “Levanta-te e vai; a tua fé te salvou!” (v.19), ajudam a tomar consciência da importância da fé daqueles que, agravados pelo sofrimento e pela doença, se aproximam do Senhor. No encontro com Ele podem experimentar realmente que quem crê não está nunca sozinho. Deus, de fato, no seu Filho, não nos abandona em nossas angústias e sofrimentos, mas nos é próximo, nos ajuda a leva-los e deseja curar no profundo o nosso coração (Mc 2, 1-12).

A fé daquele único leproso que, vendo-se curado, cheio de admiração e alegria, diferente dos outros, retorna imediatamente a Jesus para manifestar o próprio reconhecimento, demonstra que a saúde reconquistada é sinal de algo mais precioso que a simples cura física, é sinal da salvação que Deus nos doa através de Cristo; a mesma encontra expressão nas palavras de Jesus: a tua fé te salvou. Quem, no próprio sofrimento e doença invoca o Senhor é certo que o Seu Amor não nos abandona nunca, e que também o amor da Igreja, prolongamento no tempo da sua obra salvífica, não deixa de ser manifestado. A cura física, expressão da salvação mais profunda, revela assim a importância que o homem na sua integralidade de alma e corpo representa para o Senhor. Todo Sacramento exprime e atua a proximidade de Deus, o qual, em modo absolutamente gratuito nos toca por meio das realidades materiais, que Ele assume ao seu serviço, fazendo disso instrumentos do encontro entre nós e Ele mesmo (Homilia Santa Missa do Crisma, 1 de abril de 2010). “A unidade entre criação e redenção se tornam visíveis. Os Sacramentos são expressão da corporeidade da nossa fé que abraça corpo e alma, o homem inteiro” (Homilia Santa Missa do Crisma, 21 de abril de 2011)

A missão principal da Igreja é certamente o anúncio do Reino de Deus, 'mas exatamente esse anúncio deve ser um processo de cura', enfaixar as chagas dos corações partidos (Is61,1), segundo o encargo confiado por Jesus aos seus discípulos. (Luc 9, 1-2; Mt 10,1.5-14; Mc 6, 7-13. O binômio entre saúde física e renovação das dilacerações da alma nos ajuda, portanto, a compreender melhor os Sacramentos da cura.

O  Sacramento da Penitência já esteve por diversas vezes no centro das reflexões dos Pastores da Igreja, exatamente por causa da grande importância no caminho da vida cristã, a partir do momento que todo o valor da Penitencia consiste no restituir-nos à graça de Deus unindo-nos a Ele em íntima e grande amizade (Catecismo da Igreja Católica, 1468). A Igreja, continuando o anúncio do perdão e da reconciliação ressoado por Jesus, não cessa de convidar a humanidade inteira a converter-se e a crer no Evangelho. Esse é o apelo do apóstolo Paulo: “Em nome de Cristo, sejamos embaixadores: através de nós é o próprio Deus que exorta. Vos suplicamos em nome de Cristo: deixai-vos reconciliar com Deus (2Cor 5,20). Jesus, na sua vida, anuncia e torna presente a misericórdia do Pai. Ele veio não para condenar, mas para perdoar e salvar, para dar esperança também na escuridão mais profunda do sofrimento e do pecado, para doar a vida eterna; assim no Sacramento da Penitência, no remédio da confissão, a experiência do pecado não degenera em desespero, mas encontra o Amor que perdoa e transforma (João Paulo II, na Exortação Apost. Pós Sinodal reconciliação e Penitência, 31)

Deus, rico em misericórdia (Ef 2,4), como o pai na parábola evangélica (Lc 15, 11-32), não fecha o coração a nenhum dos seus filhos, mas os espera, os procura, os atinge onde a rejeição da comunhão aprisiona no isolamento e no desespero, pode transformar-se assim em tempo de graça para entrar em si mesmos, e como o filho prodigo da parábola, repensar na própria vida, reconhecendo os erros e faltas, sentir a saudade do abraço do Pai e repercorrer o caminho em direção à sua Casa. Ele, no seu grande amor, sempre olha nossa existência e nos espera para oferecer a cada filho que volta para Ele, o dom da plena reconciliação e da alegria.

Pela leitura dos Evangelhos, emerge clamaramente como jesus tenha mostrado particular atenção aos enfermos. Ele não somente inviou os discípulos a curar-lhes as feridas (Mt 10, 8; Luc 9,2; 10,9), mas também instituiu para eles um sacramento específico: a Unção dos Enfermos. A carta a Tiago, atesta a presença desse gesto sacramental já na primeira comunidade cristã (5, 14-16): com a Unção dos enfermos, acompanhada pela oração dos presbíteros, toda a Igreja recomenda os enfermos ao Senhor sofredor e glorificado, a fim que alivie suas penas e os salve, e ainda os exorta a unirem-se espiritualmente à paixão e à morte de Cristo, para contribuir ao bem do Povo de Deus.

Tal Sacramento nos leva a contemplar o dúplice mistério do Monte das Oliveiras, onde Jesus se encontrou dramaticamente diante da via indicada pelo Pai, aquela da Paixão, do supremo ato de Amor, e a acolheu. Naquela hora de prova, Ele é o mediador, transportando em si, assumindo em si o sofrimento e a paixão do mundo, transformando-a em grito em direção a Deus, levando-a diante dos olhos e nas mãos de Deus, e assim, levando-a realmente ao momento da redenção (Lectio Divina, Encontro com o Clero de Roma, 18 de fevereiro de 2010). Mas o orto das oliveiras é também o lugar do qual Ele elevou-se ao Pai, e é também o lugar da redenção. Este dúplice Mistério do Monte das Oliveiras é também sempre ativo no óleo sacramental da Igreja, sinal da bondade de Deus que nos toca (Homilia, Santa Missa do Crisma, 1 de abril de 2010). Na unção dos enfermos, a matéria sacramental do óleo nos vem oferecida, por assim dizer, como remédio de Deus, que agora nos torna certos da sua bondade, nos deve reforçar e consolar, mas que, ao mesmo tempo, além do momento da doença, nos traz a cura definitiva, a ressurreição (Tiag 5, 14)

Esse Sacramento merece hoje uma maior consideração, seja na reflexão teológica, seja na ação pastoral junto aos doentes. Valorizando os conteúdos da oração litúrgica que se adaptam às diversas situações humanas ligadas à doença e não somente quando se está no fim da vida (Catecismo da Igreja Católica, 1514), a unção dos enfermos não deve ser tida como um 'sacramento menor' em relação aos outros. A atenção e o cuidado pastoral em relação aos enfermos, se de um lado é sinal da ternura de Deus para quem está no sofrimento, por outro lado traz vantagem espiritual também aos sacerdotes e à toda a comunidade cristã, na consciência que quando algo é feito ao mais pequeno, é feito ao próprio Jesus (Mat 25,40).

A propósito dos Sacramentos da Cura, Santo Agostinho afirma: “Deus cura todas as suas enfermidades. Não temais portanto: todas as suas enfermidades serão curadas. Tu deves somente permitir que Ele te cure e não deves rejeitar as suas mãos” (Exposição sobre o Salmo 102). Se trata de meios preciosos da Graça de Deus, que ajudam o enfermo a conformar-se sempre mais plenamente com o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo. Junto a esses dois sacramentos, gostaria de sublinhar a importância da Eucaristia. Recebida no momento da doença, contribui em maneira singular, a operar tal transformação, associando quem se nutre do Corpo e do Sangue de Jesus à oferta que Ele fez de Si mesmo ao Pai para a salvação de todos. Toda a comunidade eclesial e as comunidades paroquiais em particular, prestem atenção em assegurar a proximidade com frequência da comunhão sacramental a aqueles que, por motivos de saúde e de idade, não podem chegar aos locais de culto. Em tal modo, a estes irmãos e irmãs será oferecida a possibilidade de reforçar o relacionamento com Cristo crucificado e ressuscitado, participando, com a vida oferecida por amor de Cristo, à própria missão da Igreja. Nesta prospectiva, é importante que os sacerdotes que prestam suas delicadas obras nos hospitais, nas casas de reabilitação e junto às habitações do doentes, se sintam verdadeiros ministros dos enfermos, sinal e instrumento da compaixão de Cristo, que deve chegar a cada homem marcado pelo sofrimento (Mensagem para a XVIII Dia Mundial dos Doentes, 22 de novembro de 2009).

A conformação ao Mistério pascal de Cristo realizada também mediante a prática da Comunhão espiritual, assume um significado particular quando a Eucaristia é ministrada e acolhida como viático. Naquele momento da existência ressoam em modo ainda mais incisivo as palavras do Senhor: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia (Jo 6,54). A Eucaristia, de fato, sobretudo como viático é, segundo a definição de Santo Inácio de Antioquia, remédio de imortalidade, antídoto contra a morte, sacramento da passagem da morte para a vida, deste mundo ao Pai, que a todos espera na Jerusalém celeste.

O tema desta mensagem para a 20ª Dia Mundial do enfermo, “Levanta-te e vai, a tua fé te salvou”, olha também para o próximo 'Ano da fé” que iniciará em 11 de outubro de 2012, ocasião propícia e preciosa para redescobrir a força e a beleza da fé, para aprofundar os conteúdos e para testemunhá-la na vida de cada dia. (Carta Apostólica Porta da fé, 11 de outubro de 2011). Desejo encorajar os doentes e sofredores a encontrar sempre uma âncora segura na fé, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, pela oração pessoal e pelos Sacramentos, enquanto convido os Pastores a serem sempre mais disponíveis para as celebrações aos enfermos. Sob o exemplo do Bom pastor e como guias do rebanho confiado a Eles, os sacerdotes sejam cheios de alegria, atenciosos com os mais fracos, os simples, os pecadores, manifestando a infinita misericórdia de Deus com as palavras seguras da esperança (Santo Agostinho, carta 95)

A todos os que trabalham no mundo da saúde, como também as famílias que nos próprios parentes veêm o rosto sofrido do Senhor Jesus, renovo o meu agradecimento e da Igreja, porque, na competência profissional e no silencio, mesmo sem proferir o nome de Cristo, o manifestam concretamente (Homilia, Santa Missa do Crisma, 21 de abril de 2011)

A Maria, Mãe da Misericórdia e saúde dos enfermos, elevamos o nosso olhar confiante e a nossa oração, à sua materna compaixão, vivida ao lado do Filho que morria na cruz, acompanhe e sustente a fé e a esperança de cada pessoa doente e sofrida no caminho da cura das feridas do corpo de do Espirito.

A todos asseguro a minha recordação na oração, enquanto dirijo a cada um uma especial benção apostólica.

Papa Bento XVI

Misericórdia em Gotas

"Escreve:-Tudo o que existe, está encerrado nas entranhas da Minha Misericórdia, e de forma mais profunda que a criança no ventre materno. Quanta mágoa Me causa a falta de confiança na Minha Bondade! Os pecados que Me ferem mais dolorosamente são os de desconfiança." (Diário, 1076)

Santo da Semana: São Claúdio de La combiere

São Cláudio de La ColombiereFesta:  15 de fevereiro

Nasceu na França, em 1641. Sua mãe, muito cedo, havia profetizado que seu filho seria um santo religioso. Não que isso o forçou, mas ajudou no seu discernimento. Passado um tempo, ele, pertencente e uma família religiosa, pôde fazer este caminho de seguimento a Cristo e entrou para a Companhia de Jesus.

Dado aos estudos, aprofundou-se, lecionou e chegou a superior de um colégio jesuíta. Mas Deus tinha muitos planos para ele. Ele dizia: “Os planos de Deus nunca se realizam senão à custa de grandes sacrifícios” e pôde experimentar essa realidade. Ao ser o confessor do convento de Nossa Senhora da Visitação, conheceu a humilde e serva do Senhor, Margarida Maria Alacoque, que ia recebendo as promessas do Sagrado Coração de Jesus. Ele a orientou muito e pôde se aprofundar também nesta devoção; amor ao coração de Jesus. Amando o Senhor, pôde estar em comunhão também com o sacrifício e com a dor.

Ele mergulhou o seu coração nessa devoção e pôde ajudar a santa, mas, por obediência, teve de ir para Londres onde sofreu incompreensões por parte de cristãos não católicos, ao ponto de calúnias o levarem ao julgamento e à prisão. Só não foi morto por causa da intervenção do rei da França, Luís XIV.

São Cláudio de La Colombiere voltou para o berço da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Com 41 anos, partiu para a glória, como havia profetizado Margarida Maria Alacoque.

O seu testemunho nos mostra que é do coração de Jesus que vem a santidade para o nosso coração.

São Cláudio de La Colombiere, rogai por nós!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Misericórdia em gotas

"Fica sabendo que quando mortificas em ti a vontade própria, então  a Minha vontade reina em ti." (Jesus a Sta. Faustina D. 365)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Angelus do Papa Bento XVI – 05/02/2012

Boletim da Santa Sé
(Tradução de Nicole Melhado - equipe CN Notícias)





Queridos irmãos e irmãs!
O Evangelho deste domingo nos apresenta Jesus que cura os doentes: primeiro, a sogra de Simão Pedro, que estava de cama com febre e Ele, pegando-a pelas mãos, restaurou-a e a febre baixou; depois todos os doentes de Cafarnaum , testados no corpo, na mente e no espírito, e Ele “curou muitos... e expulsou muitos demônios” (Mc 1,34).

Os quatro Evangelistas concordam ao atestar que a liberação das doenças e enfermidades de cada gênero constitui, junto com a pregação, a principal atividade de Jesus na Sua vida Pública. De fato, os doentes são um sinal da ação do Mal no mundo e no homem, enquanto a cura demonstra que o Reino de Deus está próximo.
Jesus Cristo veio para derrotar o Mal pela raiz e as curas são uma antecipação de Sua vitória, obtida com Sua Morte e Ressurreição. Um dia Jesus disse: “Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos” (Mc 2,17). Nesta circunstância se referia aos pecadores que Ele veio para chamar e salvar.

Permanece verdadeiro, porém, que a doença é uma condição tipicamente humana, na qual experimentamos fortemente que não somos auto-suficientes, mas precisamos dos outros. Neste sentido, podemos dizer, com um paradoxo, que a doença pode ser um momento de saudável para experimentar a atenção dos outros e dar atenção aos outros! Todavia, essa é sempre uma provação, que pode se tornar longa e difícil.

Quando a cura não chega e os sofrimentos se prolongam, podemos permanecer como que esmagados, isolados, e ainda a nossa existência se deprimi e se desumaniza.

Como devemos reagir a este ataque do Mal? Certamente com as curas apropriadas – a medicina nas últimas décadas tem dado grandes passos – mas a Palavra de Deus nos ensina que existe uma atitude decisiva, de base para enfrentar a doença: aquela da fé. Isso repetia sempre Jesus às pessoas que curava: a tua fé te salvou (cfr Mc 5,34-36).

Mesmo diante da morte, a fé pode tornar possível aquilo que humanamente é impossível. Mas fé em quê? No amor de Deus, eis a verdadeira resposta que derrota radicalmente o Mal. Como Jesus enfrentou o Maligno com a força do amor que vinha do Pai, assim também nós podemos enfrentar e vencer a provação da doença tendo o coração mergulhado no amor de Deus.

Todos nós conhecemos pessoas que suportaram sofrimentos terríveis porque Deus dava a elas uma serenidade profunda. Penso no exemplo recente da beata Chiara Badano, atingida, na flor de sua juventude, por uma doença sem cura; quantos lhe faziam visitas e recebiam dela luz e confiança!

Todavia, na enfermidade, todos nós precisamos de calor humano: para confortar uma pessoa doente, mais que palavras, conta a proximidade sincera.

Queridos amigos, no próximo sábado, dia 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes, é o Dia Mundial do Enfermo. Façamos também nós como as pessoas dos tempos de Jesus: espiritualmente apresentemos a Ele todos os doentes, confiantes que Ele quer e pode curá-los. E invoquemos a intercessão de Nossa Senhora, especialmente pelas situações de maior sofrimento e abandono. Maria, Saúde dos doentes, rogai por nós!



Angelus
Praça de São Pedro - Vaticano
Domingo, 5 de fevereiro de 2012